Terapia Familiar

Em terapia familiar, a família é definida como um sistema em que um conjunto de elementos se encontram ligados entre si por um conjunto de interações em contínua relação com o meio exterior. Por isso, é comum nos dias de hoje as Famílias confrontarem-se com um contexto de enorme complexidade, sentido muitas vezes como extremamente exigente e mesmo bloqueador. Os seus elementos, ao tentarem manter o seu equilíbrio interno no decorrer das suas interações com o exterior, encontram invariavelmente crises e desafios próprios de cada etapa do seu ciclo vital, os quais vão exigindo um reajuste constante e flexível das suas regras, bem como dos papéis individuais de cada elemento que a compõe.

A Terapia familiar é em si um processo terapêutico que utiliza como intervenção sessões conjuntas com todos os elementos de uma família. Por isto, ela não é considerada uma terapia da família, mas antes uma terapia com a família.

Em terapia familiar, grosso modo, o foco da intervenção engloba todos os elementos percepcionados como significativos num determinado contexto familiar. Tal ocorre porque a família passa a ser entendida como a célula vital e de duradoura importância para os  indivíduos, não só pelos laços bio-psico-emocionais que a constituem, mas também pelas suas regras especificas que não só governam as suas relações, como muitas vezes ditam “quem é quem” e o que é espectável de cada um dos seus elementos.

A Terapia Familiar tem como objetivos fornecer novas respostas no sentido de apoiar as famílias num processo desbloqueador tão necessário ao restabelecimento da felicidade. Entre outros benefícios, ela favorece ainda o autoconhecimento dos membros individuais das Famílias, por forma a restabelecer um percurso de vida em conjunto, libertador e evolutivo.

 

Terapia de Casal

“Quando um não quer, dois não fazem.”

Segundo a conceptualização sistémica, podemos assumir que algo percepcionado como um problema numa relação será devido não só à combinação das respostas intra e interpessoais dos membros do casal, como também aos padrões de comunicação que se instalaram.

É assim que as “mágoas”, que começam por atrapalhar os relacionamentos, crescem e se acumulam, até ao ponto em que não há mais espaço para a felicidade conjunta. Não será fácil, certamente, trazê-las à tona, mas as sessões e as conversas conjuntas com o terapeuta de casal podem ser o momento certo para o casal se livrar das suas amarras.

Por isto, a Terapia de Casal tem o Casal como foco do processo terapêutico, podendo esta conduzir a uma união mais gratificante e sólida dos seus elementos.

A Terapia de Casal tem então o Casal como foco do processo terapêutico onde, através do olhar imparcial do terapeuta, poder-se-á chegar à raiz das situações vividas como problemas e, consequentemente, à sua solução. Neste sentido, a Terapia de Casal pode conduzir a uma união mais gratificante e sólida dos seus elementos.

Mesmo nos casos em que o divórcio/separação é o desfecho, a terapia de casal pode contribuir amplamente em todo este processo, promovendo uma separação que se quer o mais harmoniosa possível. Promove assim separações que envolvam menos sofrimento, facilitando os lutos, apoiando numa nova organização de tarefas, podendo ainda ser muito útil no estabelecimento de uma relação parental vindoura mais saudável, essencial quando há filhos da relação.